17/06/2007

Estou é todo apanhadinho das rótulas

O cenário: Alvide, junto a Cascais, numa rua que nem o GPS mais eficaz conseguiria apanhar (trust me).

Os intervenientes: Este vosso destemido escriba; a sua colega de trabalho a quem vamos chamar "a-minha-mai-nova", o namorado dela, a quem vamos chamar de "cangalheiro" e uma ex-colega de trabalho, cujo cognome vai passar a ser "carpinteira".

A data: hoje de manhã.

A aventura: Enfiarmo-nos para debaixo da terra, na dita cuja gruta do Alvide. O vosso intrépido escriba, de antemão avisado que iria haver argila a dar com um pau, decide que a indumentária de serviço seria uma farda antiga que ele havia conservado desde que realizou estágio curricular, e que curiosamente é da mesma cor que o barro. Chegou bem antes da hora, e ainda teve que resgatar os restantes colegas que andavam perdidos pelas ruelas do concelho de Cascais.

Toca tudo a meter capacetes com lanterna, rezar uma breve Avé-Maria*, e toca a rastejar (literalmente) para dentro da gruta. Escusado será dizer que, para totais iniciados como nós (embora a mai-nova e o cangalheiro já tivessem andado nas grutas antes), rastejar por cima do barro custou para burro. Ao fim dos primeiros 5 metros já tinha mandado uma joelhada das bem fortes num alto qualquer e já o sentia a pulsar.

Quem pensa que andar dentro de grutas é fácil pode ir já perdendo essa noção: é difícil para c***lho. Muitas vezes, até descobrir-se ONDE agarrar e fixar os pés vai muito tempo. Principalmente quando tudo está coberto de argila pastosa que foi humedecida pela chuva. Hmm.

O momento mais caricato do dia foi uma zona alta onde toda a gente teve dificuldade em subir. Yours truly teve dificuldades acrescidas porque foi parvo ao ponto de levar botas de biqueira de aço, que eram muito altas. Sendo muito altas, não conseguia fixar os pés nas reentrâncias existentes. Não fixando os pés, teve que fixar OS JOELHOS! Relembram-se de eu ter dito que um deles já estava marcado de ter batido nalgo? Pois é...

Quando voltámos para trás, ia eu à frente. Parámos num patamar para ver o que era a escuridão e o silêncio verdadeiros: calámo-nos e desligámos as lanternas.

Resultado final: roupa irreconhecível. Joelhos com mais nódoas negras e marcas do que as que consigo contar. E vontade (imensa) de voltar lá para baixo.


*WARNING: may be a lie

5 comments:

Picas said...

Em Alvide???? Em moro mesmo ao lado!!! Não acredito!!! (Ar completamente incrédulo!!!) Não tarda muito, vao dizer que há vida na Atrozela!... Bahhh!

Jorge said...

Alvide... A que se dedica o senhor?

Headache said...

O senhor é engenheiro químico, mas decidiu ir meter-se no buraco.

wednesday said...

Não era suposto ser um rally paper? Uma pessoa deixa-vos um fim de semana e metem-se logo nisto? Ai aiii :P

Também gostei de aprender uma nova palavra: nalgo. :D

Jorge said...

É bem. Acho que também há coelhos que fazem isso.