De vez em quando, acho que quando o vento está orientado de Sul para Norte, Eindhoven cheira imenso a estrume. Não é localizado. É a cidade toda. Não conseui ainda definir a fonte, mas o facto de ser apenas a 5ª cidade da Holanda, com 220 000 habitantes, e estar relativamente isolada de outras cidades propícia este facto...
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11/03/2010
11/01/2010
Compras (ou "safei-me de boa!")
Portugueses de Portugal:
Ficariam muito chocados se vos dissesse que a Sra. Headache, este sábado, enquanto nevava, foi ao mercado ao ar livre de Eindhoven, de bicicleta (ainda são uns bons 10 minutos a pedalar bem), trouxe dois alforges cheios e um saco de compras na mão? Ficariam?
Tá frio e não temos carro, mas a vida não pára aqui nos Países Baixos. Senão não comíamos. Ou trabalhávamos.
Ficariam muito chocados se vos dissesse que a Sra. Headache, este sábado, enquanto nevava, foi ao mercado ao ar livre de Eindhoven, de bicicleta (ainda são uns bons 10 minutos a pedalar bem), trouxe dois alforges cheios e um saco de compras na mão? Ficariam?
Tá frio e não temos carro, mas a vida não pára aqui nos Países Baixos. Senão não comíamos. Ou trabalhávamos.
08/12/2009
"Francamente, só neste país!" - 4
Geen Fietsen Plaatsen = Nao estacionar bicicletas.
Parece que o anúncio funcionou às mil maravilhas, amigo.
11/09/2009
"Francamente, só neste país!" - II e meio
Nem de propósito, acabei de receber no correio um panfleto e instruções sobre o facto de Eindhoven agora iniciar (esta semana) a recolha selectiva de plásticos! Go Eindhoven! E "sem custos extra" para os moradores! São um espectáculo! I <3 Eindhoven!
08/09/2009
"Francamente, só neste país!" - II
Hoje vou falar de:
PORTUGAL - Em Portugal, na maioria das localidades, a recolha do lixo é diária. Começam a aparecer cada vez mais os depósitos enterrados, que não são recolhidos diariamente. Mas sempre temos a oportunidade de livramos-nos diariamente do lixo produzido. E em termos de reciclagem, também a podemos depositar no ecoponto de acordo com a nossa conveniência. Há ecopontos para vidro, embalagens, papel e pilhas. Também já há pontos de recolha de aparelhos eléctricos.
EINDHOVEN - O sistema é misto. Para quem tem a sorte (?) de morar num complexo de apartamentos ou residência universitária, existem depósitos enterrados, mas que só se conseguem abrir com um cartão dado pela câmara municipal (isto para evitar que os vizinhos ponham lá lixo, onde é que isto já se viu). Apesar de ser proíbido largar sacos junto a estes contentores, isso não impede os holandeses de o fazerem de qualquer maneira - desde que a polícia não os apanhe. Na rua onde estou a morar agora, os sacos de lixo (pretos, máximo 40 litros e 15 kgs) são recolhidos semanalmente às terças. Na maioria de Eindhoven, no entanto, a recolha é QUINZENAL. Ou seja, e tendo em conta que muitas casas holandesas são pequenas e não terão arrecadação, implica estar a armazenar sacadas de lixo mal-cheiroso durante 15 dias em casa.
Ecopontos não há. Há uns vidrões peculiares, com aberturas diferentes de acordo com a côr do vidro que se vai depositar. As embalagens vão no lixo doméstico (grande parte das garrafas de vidro e plástico têm depósito), e o papel é recolhido atado em maços (sem saco de plástico à volta) todos os 15 dias também. O que me faz pensar que se alguém deixar um molhinho à noite e chover como é típico nestas teras vamos acabar com as ruas cobertas de papa de aveia, mas enfim...
Vantagem: Portugal, evidentemente.
Recolha de Lixo e Reciclagem
PORTUGAL - Em Portugal, na maioria das localidades, a recolha do lixo é diária. Começam a aparecer cada vez mais os depósitos enterrados, que não são recolhidos diariamente. Mas sempre temos a oportunidade de livramos-nos diariamente do lixo produzido. E em termos de reciclagem, também a podemos depositar no ecoponto de acordo com a nossa conveniência. Há ecopontos para vidro, embalagens, papel e pilhas. Também já há pontos de recolha de aparelhos eléctricos.
EINDHOVEN - O sistema é misto. Para quem tem a sorte (?) de morar num complexo de apartamentos ou residência universitária, existem depósitos enterrados, mas que só se conseguem abrir com um cartão dado pela câmara municipal (isto para evitar que os vizinhos ponham lá lixo, onde é que isto já se viu). Apesar de ser proíbido largar sacos junto a estes contentores, isso não impede os holandeses de o fazerem de qualquer maneira - desde que a polícia não os apanhe. Na rua onde estou a morar agora, os sacos de lixo (pretos, máximo 40 litros e 15 kgs) são recolhidos semanalmente às terças. Na maioria de Eindhoven, no entanto, a recolha é QUINZENAL. Ou seja, e tendo em conta que muitas casas holandesas são pequenas e não terão arrecadação, implica estar a armazenar sacadas de lixo mal-cheiroso durante 15 dias em casa.
Ecopontos não há. Há uns vidrões peculiares, com aberturas diferentes de acordo com a côr do vidro que se vai depositar. As embalagens vão no lixo doméstico (grande parte das garrafas de vidro e plástico têm depósito), e o papel é recolhido atado em maços (sem saco de plástico à volta) todos os 15 dias também. O que me faz pensar que se alguém deixar um molhinho à noite e chover como é típico nestas teras vamos acabar com as ruas cobertas de papa de aveia, mas enfim...
Vantagem: Portugal, evidentemente.
25/08/2009
Quando em Roma, sê romano. Na Holanda, compra uma bicicleta.

E assim fiz. Comprei em segunda(?)-mão uma Gazelle Populaire. A Gazelle é uma das marcas mais conhecidas na Holanda, e já existe desde 1892. Este modelo em particular é apelidado de Black Widow, e foi bem elogiado pelos colegas holandeses da minha namorada.
Este meu novo brinquedo não tem n-a-d-a a ver com as bicicletas que se encontram em Portugal:
1. É de aço. Nada de ligas leves ou coisas do género. Têm que durar uma vida inteira, resistir a pancadaria da grossa. Também é uma forma de alguns holandeses fazerem exercicio, porque têm que a transportar para casa ao fim do dia por escadas íngremes.
2. É pasteleira. Só tem uma mudança, e é pesadona. Tenho mesmo que aprender a arrancar como os holandeses (que tomam balanço com um pé, fora da bicicleta), porque da posição de sentado é um bocado chatito.
3. Trava-se com os pedais. Pedalar para a frente = andar para frente. Pedalar para trás = travar. Nos primeiros dois minutos depois de a ter comprado atirei com a minha namorada para os arbustos, ainda mal habituado. Lembram-se de eu dizer que a bicicleta é de aço? Pois, também demora a travar à conta disso. Sempre que me aproximo de um cruzamento começo a preparar-me para travar, é coisa que tem que ser pensada com as devidas antecedências.
4. Tem muitas mariquices que tornam a vida prática para quem vai trabalhar e fazer compras de bicicleta: guarda-lamas, saias na roda traseira, cobertura integral da engrenagem, porta-bagagens. Já lhe coloquei uns saddle-bags para poder ir às compras e não vir com elas penduradas no guiador. Yay me!
Este meu novo brinquedo não tem n-a-d-a a ver com as bicicletas que se encontram em Portugal:
1. É de aço. Nada de ligas leves ou coisas do género. Têm que durar uma vida inteira, resistir a pancadaria da grossa. Também é uma forma de alguns holandeses fazerem exercicio, porque têm que a transportar para casa ao fim do dia por escadas íngremes.
2. É pasteleira. Só tem uma mudança, e é pesadona. Tenho mesmo que aprender a arrancar como os holandeses (que tomam balanço com um pé, fora da bicicleta), porque da posição de sentado é um bocado chatito.
3. Trava-se com os pedais. Pedalar para a frente = andar para frente. Pedalar para trás = travar. Nos primeiros dois minutos depois de a ter comprado atirei com a minha namorada para os arbustos, ainda mal habituado. Lembram-se de eu dizer que a bicicleta é de aço? Pois, também demora a travar à conta disso. Sempre que me aproximo de um cruzamento começo a preparar-me para travar, é coisa que tem que ser pensada com as devidas antecedências.
4. Tem muitas mariquices que tornam a vida prática para quem vai trabalhar e fazer compras de bicicleta: guarda-lamas, saias na roda traseira, cobertura integral da engrenagem, porta-bagagens. Já lhe coloquei uns saddle-bags para poder ir às compras e não vir com elas penduradas no guiador. Yay me!
15/06/2009
Acho que nunca serei um "deles" - parte 2
Os holandeses são verdadeiros mestres na arte do pedalanço. Isso é reconhecido. Fazem tudo de bicicleta. Ir para o trabalho, ir às compras, ir para a night. São capazes de fazer balanços impossíveis, como transportar alforges cheios de sacos e ainda pendurar sacos nos guiadores, que agarram com uma só mão,porque a outra está ocupada a agarrar um ramo de flores. São capazes de fazer kilómetros de mãos nos bolsos quando está frio.
Eu, nabo, me confesso. Se tiver uma comichão na cara enquanto pedalo, e levo a mão à zona incómoda para aliviar o prurido, não consigo andar em frente. Nabice pura, eu sei.
Agora, estar a andar de bicicleta, com o pavimento molhado, e a tocar guitarra ao mesmo tempo, como vi no outro dia junto à estação de EIndhoven, já não é só prática. É puro show-off!
10/06/2009
Acho que nunca serei um "deles" - parte 1
Olá leitores, desta feita escrevo-vos ao vivo de Eindhoven!
Em Eindhoven chove. Muito. Em modo esquizofrénico. Se uma pessoa não gostar do tempo aqui, basta esperar 15 minutos. E quando começa a chover, poucos correm a abrigar-se.
Ou sequer abrem um chapéu-de-chuva.
Ou tapam a cabeça.
Continuam na sua vida normal, o que para eles é um evento normalíssimo (chuva), para nós continua a ser um evento disruptivo.
(cheguei a ver um homem sentado na esplanada à chuva, bebendo descontraidamente a sua cerveja. QUe ia ficando progressivamente aguada)
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